Ventilação Natural em Residências
 
É comum em muitos imóveis, problemas como umidade, mofo, proliferação de ácaros, acúmulo de partículas de sujeira e insuficiência térmica, devido ao mal estudo e planejamento da construção.
 
A ventilação natural de um imóvel, pode dispensar até mesmo o uso de aparelhos de ar condicionado, que consomem muita energia. 
 
Para projetar espaços devidamente ventilados, não basta apenas fazer o pé-direito alto, utilizar a ventilação cruzada ou saber que o ar quente sobe enquanto o ar frio desce. Outras questões devem ser observadas antes dos traços iniciais de um projeto, relacionadas ao entorno e ao clima local. 
 
As características físicas que influem na ventilação de uma edificação, são os ventos locais, radiação solar e umidade relativa do ar.
 
Para se garantir o conforto térmico através da ventilação, é necessário mensurar a taxa adequada do fluxo de ar, mantendo o equilíbrio entre a temperatura e a pressão dos ambientes. A ventilação natural pode causar desconforto e resfriamento indesejado, caso não seja planejada adequadamente. 
 
A ventilação cruzada ocorre quando existem, no mínimo, duas aberturas em lados opostos dos ambientes, permitindo a completa circulação do ar e o posicionamento das aberturas, devendo se levar em conta, a incidência dos ventos de cada região. 
 
As normas técnicas (NBR 15.220-3/2005) que estabelecem os critérios para o conforto ambiental, térmico e iluminação natural na construção de edificações brasileiras, entraram em vigor somente em 2005 e trata sobre a renovação do ar nas construções. 
 
Em 2010 foi lançada pela ABNT, a Norma de Desempenho das Edificações, NBR 15.575, estabelecendo critérios de qualidade e durabilidade das construções habitacionais, como conforto e impacto ambiental.